JARGUS 2018

Caro colegas do Sul do Brasil


Tudo pronto para nossa XIV JARGUS 2018 !!

É a Jornada anual da Associação Gaúcha de Ultrassonografia - ARGUS, filiada à Sociedade Brasileira de Ultrassonografia (SBUS). Também será o II Encontro Gaúcho da SOBRAMEF-SBUS (Sociedade Brasileira de Medicina Fetal).


Nesse ano, a JARGUS será realizada nos dias 26 e 27 de outubro de 2018, no NOVOTEL Três Figueiras, Porto Alegre, RS.

Serão dois dias de intensa programação científica para compartilhar conhecimentos.


Nessa oportunidade ocorrerá também a I FINUS-RS, Feira de Implementos e Negócios em Ultrassonografia, que oportunizará o encontro da indústria de equipamentos e serviços desse segmento (que talvez seja o que mais se desenvolveu nos últimos anos), com seus consumidores diretos. A visita a feira será gratuita, com descontos especiais aos inscritos no evento científico.


Inscrições estarão abertas.

Visite o HOTSITE www.jargus2018.eventize.com.br


Dr. Jorge Telles, presidente da ARGUS

Protocolo e Recomendações US Morfológica

PROTOCOLOS APRESENTADOS NA IX JARGUS 2013

Amigos,
A Jornada da Associação Gaúcha de Ultrassonografia (www.argus.org.br) aconteceu dia 19 de outubro de 2013.
Esta JARGUS teve formato diferente. Durante a Jornada apresentamos um conjunto de Protocolos dos exames ultrassonográficos mais comuns que fazemos.
Os colegas elaboram os protocolos, incluindo em sua revisão do seu assunto:
-       Os principais protocolos nacionais internacionais
-       Realidades de diferentes locais do RS, no que tange a aparelhos de US, formação dos ultrassonografista, rotinas já usadas em exames
-       Necessidade específica dos profissionais que solicitam o exame em nosso estado.

Cada Protocolo tem a seguinte sequência:
I - Orientações gerais
II - Objetivo e finalidades específicas do exame
III - Passos essenciais do exame, que recomendamos constar no relatório descritivo
IV - Passos complementares recomendados
V - Outras recomendações
VI - Bibliografia



PROTOCOLO DE ULTRASSONOGRAFIA OBSTÉTRICA MORFOLÓGICA ou ESTUDO MORFOLÓGICO FETAL

Orientações gerais
- A Associação Gaúcha de Ultrassonografia - ARGUS alerta que a US Obstétrica Morfológica difere da US Obstétrica Simples, como ilustra o quadro abaixo:
 
US Obstétrica Simples
US Obstétrica Morfológica (II Trimestre)

Período Ideal
Toda Gestação
20-24s

Sinônimos
Ultrassonografia Obstétrica, Eco Obstétrica (Transvaginal ou via Abdominal)
Revisão da Anatomia Fetal de 2º trimestre, Ecografia Morfológica Fetal, Pesquisa de Marcadores Ultrassonográficos de 2º trimestres


Nº de exames na gravidez
Quantas necessárias
Como regra um

Objetivos (parâmetros)
Biometria fetal, localização de placenta, quantidade de líquido amniótico, crescimento fetal
Avaliação de Marcadores para doenças genéticas, Biometria fetal complementar, Descrição detalhada de toda morfologia fetal

Indicação
Para todas gestantes, em diversas fases da gestação
Para todas gestantes para triagem

Fetos de Alto Risco para malformações (maior frequência)

Quem faz?
Ultrassonografista Geral, - Ultrassonografista Gineco / Obstetra
Especialista em Medicina Fetal ou US em Gineco/Obstetrícia
Estudioso de Medicina Fetal (treinamento específico)


Requisitos do Profissional
Conhecimentos básicos de Obstetrícia e Ultrassonografia
Conhecimentos profundos de Obstetrícia, Ultra- Fisiopatologia Materno-fetal, Diagnóstico Sindrômico fetal, Infecções Congênitas, Teratogênese

Aparelhagem necessária
Ecógrafo
Ecógrafo de alta resolução, preferentemente com Doppler Colorido

Onde fazer?
Clínicas de imagem
Clínicas e consultórios de Referência



- Recomenda-se que seja acompanhada de uma US Obstétrica Simples ou Básica.
- Recomenda-se que seja realizada de forma sistematizada e sequencial, de forma que sejam analisados todos segmentos e sistemas fetais, buscando diagnosticar ou descartar o maior número de defeitos estruturais fetais.
- Abaixo é mostrada uma figura com os principais cortes ultrassonográficos recomendados na literatura atual.



Objetivos e finalidades específicas do exame:
- Detecção de defeitos estruturais fetais
- Avaliação de biometria fetal complementar
- Orientar diagnóstico sindrômico

Passos essenciais do exame, que recomendamos constar no relatório descritivo
·      Ultrassonografia Obstétrica Simples
·      Biometria Complementar
·      Cortes ultrassonográficos fundamentais:
o   3 cortes tradicionais da US simples (plano transtalâmico, abdômen, fêmur).
o   3 cortes para avaliação do encéfalo e face (plano transventricular, transcerebelar e lábios/narinas/palato). Recomeda-se também avaliação da distância interorbital e mandíbula.
o   3 cortes para avaliação da superfície fetal (coluna longitudinal, coluna transversal e parede abdominal).
o   3 cortes para avaliação do coração (quatro câmaras, VE e aorta, VD e artéria pulmonar).
o   3 cortes para avaliação do tronco fetal (estômago/diafragma/coração, arco aórtico e ductal, rins e bexiga). De forma mneumônica: Aorta, Bexiga, Coração, Diafragma, Estômago, Fígado.
o   3 cortes para avaliação dos membros, (3 ossos membros superiores, 3 ossos membros inferiores, orientação dos pés).
·      Todas estruturas devem ser examinadas quanto a forma, simetria (no caso de membros), tamanho (confronto com tabelas de normalidade para a idade gestacional).
·      Descrição da morfologia fetal
·      Conclusões do exame.

Biometria fetal complementar:
·      Avaliação biométrica complementar da cabeça (cerebelo, ventrículos e cisternas, órbitas, mandíbula)
·      Avaliação biométrica do abdômen
·      Recomenda-se medir pelo menos 1 osso por segmento (exemplo fêmur e tíbia, pé), porém a avaliação subjetiva de simetria e normalidade pode ser utilizada, com a devida experiência do examinador.

Impressão ou conclusão do exame:
·      Observações relevantes do exame (descrição de malformações, alterações diversas da normalidade).
·      Possibilidades de diagnóstico sindrômico.
·      Mencionar limitações do exame. Exemplo: “O Estudo Morfológico não detectou alterações, tendo-se que levar em conta as limitações deste método diagnóstico por imagem, que pode detectar até 80% dos defeitos congênitos, especialmente os maiores e cerca de 60% dos defeitos cardíacos congênitos.”

Outras Recomendações:

  1. Recomenda-se o amplo uso do mapeamento doppler colorido durante a avaliação morfológica fetal, para tanto a utilização deste recurso ser remunerada separadamente do exame.
  2. A ARGUS recomenda que a avaliação fetal de 2º trimestre (22-24sem), seja complementada pela medida do colo via transvaginal para rastreamento de trabalho de parto prematuro e pelo Doppler de uterinas para rastreamento de pré-eclâmpsia e restrição intra-uterina do crescimento fetal.

  1. Diante da prevalência e magnitude das cardiopatias congênitas na morbidade perinatal, recomenda-se que avaliação cardíaca no Estudo Morfológico seja o mais completa possível, entendendo-se que os cortes cardíacos básicos devem fazer parte da formação de todos ultrassonografistas que fazem este exame. Segundo a ISUOG (International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology), a avaliação cardíaca básica (corte de 4 câmaras e vias de saída), deve ser realizada em populações de baixo risco, reservando-se a ecocardiografia fetal para quando o risco superar aquele esperado para populações de baixo risco. A avaliação cardíaca fetal exige formação e tempo de exame que merecem remuneração adequada, acrescida ao valor da ultrassonografia morfológica. Na impossibilidade de adequada avaliação cardíaca no US morfológico ou a suspeita de malformação estrutural recomenda-se a complementação por ecocardiografia fetal com doppler colorido.
  2. A avaliação dos ossos longos e pés devem ser realizadas quanto a morfologia, dimensões, adequada orientação anatômica, simetria e proporcionalidade com a estrutura heterolateral.
  3. A US Morfológica pode ser realizada em qualquer fase da gestação, entretanto a de II Trimestre difere da avaliação morfológica de I Trimestre por esta apresentar limitações inerentes à fase de desenvolvimento fetal.  É limitada também se a avaliação morfológica for executada no III Trimestre, devido à acentuada ossificação fetal e redução relativa de líquido amniótico, que dificultam a adequada avaliação morfológica. Estas limitações devem ser explicitadas no laudo médico, entretanto não impedem o exame, especialmente se o bebê não teve sua morfologia avaliada pormenorizadamente até o momento do exame.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Colabore com seu comentário.
Em breve ele será publicado no site.