JARGUS 2018

Caros amigos,

A Comissão Organizadora da “XV Jornada da Associação Gaúcha de Ultrassonografia, do III Encontro Gaúcho da SOBRAMEF e da II FINUSRS – Feira de Implementos e Negócios em US”, tem o prazer de convidá-lo(a) a participar deste evento de grande importância, que ocorrerá nos dias 13 e 14 de setembro de 2019, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre/RS, numa promoção da Associação Gaúcha de Ultrassonografia - ARGUS.

A Associação Gaúcha de Ultrassonografia - ARGUS é uma sociedade de médicos ultrassonografistas do Rio Grande do Sul ligada a SBUS – Sociedade Brasileira de Ultrassonografia, sem fins lucrativos, que busca a disseminação do conhecimento e atualização contínua na área de Ultrassonografia e Medicina Fetal. Para tal, organiza atividades científico-culturais periódicas.

A SBUS vem se notabilizando pela luta em favor do trabalho médico na área da imagem e oferece oportunidade para atualização científica e prática em todo território nacional através de jornadas estaduais. A ARGUS é considerada pela entidade mãe uma das filiadas mais ativas, graças ao empenho da nossa comunidade médica em promover nossa JARGUS anualmente.

A Jornada de 2019 terá participação de renomados palestrantes nacionais e locais, dando enfoque especial as novas técnicas e conhecimentos. De uma forma especial e seguindo uma linha de trabalho da SBUS, teremos atividades também dirigidas ao médico clínico, com a finalidade de auxiliar os colegas na solicitação exames de forma adequada e utilização de seus resultados da melhor forma possível junto aos seus pacientes.

Data
13 a 14 de setembro de 2019

Local
Hotel Plaza São Rafael (Porto Alegre, RS)

Dr. Jorge Telles, presidente da ARGUS

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Epidemia de microcefalia ou de uma virose pelo Zika Vírus?

O Ministério da Saúde reconhece que estamos vivendo uma epidemia. Isso se deve ao acentuado número de fetos e neonatos com microcefalia, observados especialmente no nordeste do país, superando 1700 casos. A Associação Médica do RS, a Associação Gaúcha de Ultrassonografia (ARGUS-SBUS) e o Centro Gaúcho de Medicina Fetal (Clínica Ecomoinhos) alertam para o fato de estarmos enfrentando, na verdade, uma epidemia de uma doença infecto-contagiosa causada possivelmente por um vírus com tropismo pelo sistema nervoso central, que provoca uma grave encefalopatia. Os exames de imagem, especialmente a Ultrassonografia, constatam que há uma acentuada destruição do Sistema Nervoso dos bebês acometidos. A etiopatogenia da microcefalia sugerida é uma encefalite, que leva a lesões destrutivas do cérebro, decorrentes do processo inflamatório infeccioso num órgão em formação. A lesão destrutiva do cérebro não permite o seu crescimento adequado (microcefalia) e a falta de crescimento cerebral não estimula o crescimento craniano que é o que medimos na ultrassonografia e no recém nascido. Os médicos brasileiros e as entidades médicas estão concentrando esforços para descobrir o real agente etiológico desse processo, que parece ser o Zika Vírus, a forma de transmissão, a virulência do vírus e qual o perfil dos indivíduos infectados. Já identificamos que  ele acomete gestantes provavelmente no primeiro trimestre de gestação. Há suspeita que possa também atingir outros grupos de seres humanos, incluindo adultos. Dessa forma, precisamos estar atentos, pois enfrentamos uma epidemia sim, mas não se trata apenas de um surto ou epidemia de uma malformação isolada, pois a microcefalia é o resultado ou sequela do processo destrutivo do tecido nervoso, causado por esse agente infeccioso. A relativa baixa velocidade de disseminação, mas crescente, da doença para onutras regiões se deve à forma de contagio, presumivelmente pelo mosquito. Assinalamos que o médico Ultrassonografista ou especialista em Medicina Fetal tem condições de identificar sinais ultrassonográficos do comprometimento fetal. Devido ao aparecimento tardio, em muitos casos, sugerimos especial atenção dos colegas nos exames morfológicos fetais no segundo e terceiro trimestres. Por hora, recomendamos a todos, particularmente às grávidas no primeiro trimestre de gestação, que usem repelentes além de mosqueteiros, procurando se afastar de zonas endêmicas. Qualquer gestante que apresente lesões pelo corpo com prurido que procurem seu médico pré-natalista imediatamente para avaliação e recomendações particularizadas. 

Dr. Jorge Telles

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